quarta-feira, 24 de agosto de 2011

I'm with you

Precisava dar uma quebrada na sequência 'jornalística' do 'Devaneios da madrugda' e falar um pouco sobre outra coisa. Resolvi dar uma nova dica musical, desta vez, especial para mim. Minha indicação é o CD 'I'm with you', da banda norte-americana 'Red Hot Chili Peppers'.

O novo trabalho de Anthony Kieds e cia mostra um Chili Peppers diferente. Para quem acostumou a ouvir a banda a partir do álbum 'Californication', sentirá uma mudança dentro do som dos caras. Eles ainda seguem com o funk rock, mas agora é um som mais limpo.

Como fã de John Frusciante, senti falta dos solos, as improvisações, a guitarra rasgando em meio as músicas. Perdeu em ousadia, mas ganhou em maturidade e qualidade. É um Chili Peppers mais clássico, bem diferente do que aparece no disco duplo 'Stadium Arcadium'.

Mas, mesmo sem Frusciante, não é nenhum um pouco decepcionante. Josh Klinghoffer não é nenhum super mestre da guitarra, mas desempenha bem o seu papel. Quanto a Chad Smith, Flea e Anthony Kieds, não há o que dizer, seguem com a pegada dos últimos dez anos.

São 14 músicas, dividas em quase 60 minutos que passam muito rápido para quem curte o estilo. Como admirador da banda há pelo menos uns 15 anos, creio que é um grande trabalho. Enquanto o rock nacional decaí em Restart desgraça, no âmbito internacional, continua bem servido por bandas clássicas.

Playlist de 'I'm with you'

1 - Monarchy of Roses
2 - Factory of Faith
3 - Brendan's Death Song
4 - Ethiopia
5 - Annie Wants a Baby
6 - Look Around
7 - The Adventures of Rain Dance Maggie
8 - Did I Let You Know
9 - Goodbye Hooray
10 - Happiness Loves Company
11 - Police Station
12 - Even You Brutus?
13 - Meet Me at the Corner
14 - Dance, Dance, Dance 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um português no caminho da seleção espanhola

A rivalidade entre Barcelona e Real Madrid é histórica. Desde o início são troca de acusações, torcidas fanáticas e a grande luta para ver quem é o melhor clube dentro do futebol espanhol, quem envia mais jogadores para a seleção nacional, entre outras disputas.

Os duelos são marcantes sempre. A briga pelos melhores jogadores do planeta, idem. Quando um jogador troca um time pelo outro, vira inimigo número 1 do rival. Casos que aconteceram com Luís Enrique, que saiu dos Merengues para os Culé e de Figo, que fez o caminho inverso.

Mas, ultimamente, um fator tem transformado a rivalidade esportiva em batalha campal. A presença do polêmico técnico português José Mourinho, dentro do comando da equipe madrilenha, tem feito com que os jogos se tornem cada vez mais disputados a ponto de se tornarem violentos.

Enquanto a briga é no campo, ainda há o que relevar. Mas o fato é que essas desavenças cada vez mais constantes tem afetado cada vez mais o ambiente da atual campeã do mundo. Afinal, 14 dos 23 jogadores presentes na Copa do mundo 2010, fazem parte de um dos elencos.

Mourinho é briguento, gosta de arrumar intrigas e provocar o adversário. Possui uma arrogância e um ar de superior ímpares. Faz gestos indevidos e até ataca rivais, como quando enfiou o dedo no olho de um auxiliar do técnico Pep Guardiola, do Barcelona.

Esse clima hostil pode fazer com a Espanha entre em crise, mesmo no auge do seu futebol. Tudo criado por um fator externo que está longe de ter algo a ver com o País. É triste que a situação comece chegar a esse ponto. Ruim para Espanha, pior para o futebol que perde uma das poucas seleções de qualidade na atualidade.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Vida de juíz

Como todos sabem, a vida de juíz de futebol não é fácil. Fora dos gramados, até que é normal. Cada um tem sua profissão, vida própria e não são tão lembrados assim quando estão pelas ruas. Mas, dentro do campo, a coisa pega.

Errar é humano, se o árbitro é uma pessoa ele é passível de erro. Torcedor nunca vai entender isso, sempre imaginando que tal marcação foi dada contra sua equipe por má intenção do juíz ou qualquer outra desculpa. Nunca é tratado como um erro comum.

Com isso, aparecem as vaias, xingamentos diversos, coisas que estimulam até os jogadores em campo a bater boca com o árbitro e, em certas ocasiões, chega ao ponto da agressão. Sem contar em objetos atirados no campo, protestos quando o mesmo deixa o estádio, entre outras coisas.

Mas, o que aconteceu na Eerste Divisie, a segunda divisão do futebol holandês foi, no mínimo, curioso. Após o FC Oss perder para o Almere City por 4 a 3 e ainda seis de seus jogadores receberem cartões amarelos, os torcedores se revoltaram.

Em meio a todos os protestos de raiva com a derrota e o número de cartões, o árbitro ia deixando o campo até que o fato inusitado ocorre. Um senhor de idade, a bordo de sua scooter para deficientes físicos, persegue o juíz e tenta atropelá-lo. Edwin van der Graaf, árbitro do jogo, ficou  tentando se esquivar dos ataques da scooter até que o senhor fosse controlado por funcionários em campo.

Clique aqui para ver o post no blog da redação do UOL e assistir ao vídeo.

domingo, 21 de agosto de 2011

Kadhafi não é Mubarak

Notícias de revoluções, rebeldes tomando o controle de cidades líbias e o clima de tensão envolvendo Muammar Kadhafi. Muitos dizendo que logo ele irá renúnciar ao 'trono' de governante do país e a Líbia voltará com sua bandeira original e aos bons ventos.

Mas, Kadhafi não é Mubarak. Na verdade, Kadhafi está mais para Saddam Hussein ou Zine El Abidine Ben Ali. Apesar de se manter no governo por 20 anos, Mubarak era um político, um homem que melhorou as relações entre os países árabes e foi neutro em relação a guerra travada entre Israel e Palestina. Não era um golpista.

Kadhafi derrubou um governo para assumir, mudou os símbolos da pátria, exerceu sua tirania pela força excessiva, tem suspeitas de financiar terroristas, entre outras coisas. Engana-se que ele irá renúnciar ao governo líbio. Na minha opinião, ele deixa o governo somente se for morto.

Em seus discursos em meio a guerra civil do país, o ditador vocifera contra os rebeldes. Parabeniza a quem mata os contrários a seu poder. Diz agradecer pela 'eliminação dos ratos'. O filho de Kadhafi só reforça a ideia de que seu pai nunca deixará o governo por meios normais.

Seif al-Islam Kadhafi fala que regime não abandonará a luta. Enquanto esta guerra for só entre eles, só haverão mortes e a manutenção do poder. Essa situação só mudará quando os grandes exércitos dos países do primeiro mundo entrarem em cena. Aí, Kadhafi talvez cairá.

Se, se os rebeldes quiserem derrubar o ditador, que liguem para a Casa Branca. Afinal, eles são peritos em ocupações. Se bem que Obama não atenderia ao chamado do povo líbio. Isso simplesmente porque eles não possuem petróleo (já tomado do Iraque e Afeganistão) ou outra coisa que interesse aos EUA.

sábado, 20 de agosto de 2011

Blatter segue no jogo

O ilustre presidente da FIFA, Joseph 'Sepp' Blatter veio a público, em mais uma de suas coletivas chatas, para dizer que confia no Brasil como sede da Copa do mundo 2014. Disse o mandatário que dúvidas existiam também em relação a África do Sul - 2010, mas que o mundial foi realizado.

Na verdade, a América do Sul signifca mais que um torneio FIFA para Sepp. Ela significa o apoio de fortes e próximos aliados junto a federação que rege o esporte mais lucrativo do mundo. Algo que ele precisa cada vez mais após denúncias e denúncias feitas por jornalistas.

Sem Mohammed Bin Hammam e Jack Warner, Sepp perde força junto ao comitê executivo da entidade. Agora, precisa se apoiar em Ricardo Teixeira, Julio Grondona e Nicolás Leoz. Logo, assegurar e elogiar a disputa de uma Copa no continente tem o mesmo peso de uma manobra já feita em 2001, quando elogiou Trinindad & Tobago como sede do mundial sub-17.

Enquanto a FIFA, Sepp Blatter e cia estiverem lucrando, a Copa permanecerá no Brasil. A 'transparência' de Blatter é conhecida. A cada vez que a entidade máxima do futebol vier reforçar o apoio ao País como sede de 2014, cada vez mais devemos olhar com desconfiança para os reais interesses da FIFA e sua alta cúpula.

Se eles não querem uma investigação interna, se mantém o presidente como uma pessoa intocável e cada vez mais há suspeitas de desvio de dinheiro, propinas e corrupção, é porque alguma coisa está errada. Há algo de podre no reino de Sunny Hill, na Suíça, mas as provas dificilmente serão encontradas.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Muito mal, Renato Maurício Prado

Eu passei quatro anos estudando jornalismo para aprender, entre outras coisas, que um jornalista há de ser imparcial perante a cobertura de um fato. Tem que se despir das suas preferências sejam religiosas, esportivas, políticas ou qualquer outra.

Há muito tempo que defendo a cobertura esportiva feita de forma isenta pelos canais ESPN. Além disso, critico a posição do Sportv por se abster do jornalismo quando se trata de determinados temas como CBF e o presidente da entidade, Ricardo Teixeira.

Mas o que fez o comentarista Renato Maurício Prado foi, no mínimo, infantil. Durante o programa 'Redação Sportv' ele simplesmente esqueceu da profissão e vestiu a camisa rubro-negra do Flamengo. Falou como torcedor e isso não se faz.

Depois, tentou consertar o erro e justificar a reação com outros comentários. Mas aí amigo, aí já é tarde e todo mundo já percebeu que o torcedor falou mais alto. A indignação dele pelo técnico da Seleção convocar Ronaldinho e, talvez, tirar o camisa 10 do jogo contra o Corinthians, foi ridícula.

Ainda por cima, se mostrou sem conhecimento em relação ao futebol internacional. Destilou veneno contra as convocações do volante Luis Gustavo e dos meias Jádson e Fernandinho. Ora, se ele parasse de apenas ver Campeonato Brasileiro e Ronaldinho iria saber quem são estes.

Luis Gustavo é um caso daqueles jovens que vão cedo para Europa. Tal como David Luiz, zagueiro do Chelsea, chegou ao futebol alemão com 20 anos de idade. Ganhou destaque e fez parte de uma campanha surpreendente do Hoffenheim, que liderou parte da Bundesliga. As atuações foram de tanto destaque que o Bayern gastou mais de 15 milhões de euros para o brasileiro substituir o antigo capitão Mark Van Bommel, que foi para o Milan.

Jádson foi destaque ao lado de Washington e Dagoberto na campanha do vice-campeão Atlético-PR em 2004. Despertou o interesse do Shakhtar e foi para a Ucrânia em 2005, como também fez Elano. Por diversas vezes, diversos clubes brasileiros tentaram repatriar o jogador, mas o clube ucraniano nunca liberou o brasileiro. Pelo Shakhtar, carregou o time na conquista da Copa da UEFA (hoje Liga Europa), o segundo maior torneio europeu de clubes.

Já Fernandinho apareceu junto com Jádson no Atlético-PR. Fernandinho faz parte de uma safra de jogadores que foram campeões sub-20 pela Seleção em 2003. Entre os companheiros estavam Daniel Alves, Nilmar, Jéfferson e Adriano (convocados por Mano Menezes), Dudu Cearense e Daniel Carvalho (passagens pela Seleção principal), além de Dagoberto. Ou seja, faz parte de uma geração vencedora, com talento e que sabe jogar, num é uma 'baranga' qualquer, como disse o flamenguista.

Finalizando, eu sou da filosofia que 'está jogando bem, tem que convocar'. Então, não importa se o Ronaldinho pode não estar bem em 2014, se ele é útil hoje, joga hoje. Simples. Prefiro ele em campo do que o Ganso, ultimamente.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pelé x Teixeira

Enquanto um quadro de Jesus Cristo 'protege' Pelé, Havelange é a 'sombra' de Ricardo Teixeira

O 'Uol vê TV', apresentado pelo jornalista Mauricio Stycer, recebeu o também jornalista Paulo Vinícius Coelho, o PVC, na última edição. Ele trabalha nos canais ESPN, um dos carros-chefe na mídia mais clara, livre das garras de Ricardo Teixeira, ilustre presidente da CBF.

Uma citação de PVC me chamou a atenção: 'Teixeira não imaginava que suas palavras fossem causar tanto barulho, mas se enganou, tanto que a presidente Dilma Roussef nomeou Pelé embaixador do evento para não atrelar a imagem da Copa no Brasil à do Ricardo'.

Ao ouvir isso, me veio a recordação da 'guerra' que Pelé trava com Teixeira e Cia desde 1974, aproximadamente. Muitas pessoas podem não ter conhecimento disso, mas Teixeira e Pelé estão sempre em lados opostos da política. São inimigos não-declarados.

Não que o Rei do futebol seja inimigo de alguém, mas Teixeira trata de transformá-lo em um devido a uma briga que não é sua, mas sim de seu ex-sogro, o presidente de honra da FIFA e eterno dirigente, João Havelange.

Andrew Jennings, jornalista britânico e maior especialista sobre os bastidores da FIFA, relata parte dessa história em seu livro Jogo Sujo - O mundo secreto da FIFA. Pelé esteve contrário a Havelange e por isso, é sempre inimigo. O velho nunca perdoa.

Por Teixeira ser cria do mesmo, carrega as mesmas mágoas, mesmo que não seja as dele. Em 1994, Havelange retirou Pelé da comissão de orgnaização da Copa. Simplesmente baniu do evento uma das poucas figuras famosas do futebol conhecida pelos norte-americanos da época.

Teixeira, dando sequência a esse trabalho, fez o favor de deixar Pelé de fora na hora do anúncio do Brasil como sede da Copa 2014. Levou Romário e Dunga ao invés do símbolo maior do futebol arte. No início, pensava que seria para simbolizar a época de ouro de Ricardo Teixeira frente à CBF, mas havia sim, uma ponta de rancor.

Quando o Governo Federal coloca Pelé como embaixador da Copa, confronta a imagem de Teixeira. Se, à primeira vista, parece não haver um conflito, tenha certeza que nos bastidores todos devem estar inquietos. Afinal, Teixeira é pau-mandado de Havelange. Pelé brilhar mais não será assim facilmente tolerado.