domingo, 7 de agosto de 2011

Recordando o passado

Em alguns momentos bate aquele momento de nostalgia. Em que você recorda sobre o passado, lembra do que fez, como você pensava, quais eram as tendências da época, o que você ouvia de música, o que você assistia na televisão...

Nessas horas eu lembro do que eu assistia no passado, desde TV Colosso até Dragon Ball Z. Entre todos esses momentos, um me marca a memória para sempre: a série Saint Seya, ou como é conhecida no Brasil, 'Os cavaleiros do zodíaco'.

Aquela série de sagas envolvendo os cinco cavaleiros de bronze defendendo o mundo e a deusa Atena dos males do mundo marcou a infância e adolescência de muita gente. Quem na minha idade, na faixa dos vinte e poucos anos, não lembra de Seiya, Shiryu, Hyoga, Ikki e Shun? A saga do Santuário? É mítico!

Acompanhar a luta dos cavaleiros de bronze nas sagas do Santuário, Asgard e Poseidon marcou minha infância. Marcou de tal modo que quando o desenho passou a ser reprisado no Cartoon Network (eu assistia na extinta TV Manchete), eu assistia sempre. Todo dia, às 18 horas, em frente a TV.

Em algumas conversas com amigos, sempre me lembrei deste desenho. Surpresa para mim foi quando eu soube que havia continuações disponíveis na internet. A partir daí, mesmo com meus vinte e poucos anos, fui assistir a saga de Hades.

Após tanto tempo, o desenho me fascina. Por misturar história, mitologia e ficção, o conteúdo me atrai. Assisti a saga de Hades, desde o começo, passando pelo filme 'O prólogo do céu', até terminar nos Elíseos. Mesmo depois de velho, a melhor de todas.

Por fim, aos 24 anos de idade, estou acompanhando a última saga do desenho. Chamada de 'Lost Canvas', ela seria um ínicio a tudo o que o desenho mostrou. A última guerra santa antes de Hades. A guerra da qual Dohko, o mestre de Shiryu nos desenhos antigos, lutou.

Recordar ao passado é sempre bom. Melhor ainda é quando aquelas coisas que você viveu no passado ainda existem e seguem da mesma forma. Apesar do amadurecimento, de crescer e tudo mais, aos 24 anos, 'Cavaleiros do zodíaco' ainda me atrai e chama a atenção.

sábado, 6 de agosto de 2011

Se adaptar para sobreviver

A habilidade que o ser-humano tem de se adaptar para sobreviver é incrível. Essa característica está presente desde a origem do homem. A partir dela sobrevivemos durante as idades, até chegarmos a idade contemporânea ou, como acreditam outros, pós-moderna.

Vamos analisar: existiam prisões. O homem aprendeu a fugir delas. Foram criadas as penitenciárias de segurança máxima. O homem aprendeu a levar celulares para dentro destes locais, comandando as operações criminosas de dentro da cadeia.

Com o aumento da tecnologia, foram instados equipamentos para interceptar qualquer aparelho que pudesse dar aos presos alguma comunicação com o lado externo. Aí, é hora do homem se adaptar para sobreviver e improvisar.

Dois jovens foram pegos, nesta sexta-feira, tentando enviar celulares para dentro do Centro de Detenção Provisória (CDP), em São José dos Campos, por meio de pipas! A criatividade é algo incrível! No total, quatro aparelhos foram apreendidos.

Para a minha surpresa, na sequência da matéria foi informado que não é a primeira vez que acontece isso com este presídio. No mês passado já haviam tentado realizar, sem sucesso, o mesmo tipo de manobra com os aparelhos.

Por fim, os dois sujeitos, um de 19 anos e outro de 15, prestaram depoimento e foram liberados. Agora, se eles foram tão criativos para tentar enviar celulares para dentro do CDP, com certeza serão inteligentes o suficiente para se esconder da polícia logo após a liberação. Afinal, a pena para esse ato vai de 3 meses a 1 ano de prisão.

Em meio a tanta criatividade e formas de se adaptar para sobreviver, apenas a polícia segue um passo atrás na linha da evolução. Além de ter certeza que outros tentarão a mesma manobra, fica a certeza de que nenhum deles será preso, mesmo sendo pego em flagrante.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O limite do marketing

Estamos acostumados com o mundo do marketing entrando em nosas vidas. Qualquer veículo de comunicação nos apresenta diversos comerciais, muitos que marcam a nossa memória. Sejam pôneis malditos, siris e tartarugas bebendo cerveja, entre tantas outras coisas. O marketing sempre está presente.

Quando o marketing se alia ao esporte, futebol principalmente, ele passa a ser uma coisa agressiva, mais que do que já é. Os clubes inventam campanha em cima de campanha, muitas delas utilizando o adversário como escada, para angariar novos sócios, potenciais compradores de produtos, etc.

Porém, algumas coisas passam do limite. Quando o Ronaldo chegou ao Corinthians, tudo que acontecia, teria que ter a marca Ronaldo. Convenhamos, o Fenômeno vende. Foram tantos patrocinadores interessados que houve até imagem de patrocinador no uniforme na região da axila. Duzentas informações que estampavam muitas marcas, mas perdia em futebol e manchava uma camisa tradicional do País.

Ultimamente quem criou polêmica foi o Santos. O anúncio feito por Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do clube, em querer relacionar Pelé entre os 23 atletas do elenco que irão participar do Mundial de Clubes da FIFA causou uma divisão entre os jornalistas esportivos, principalmente.

Torcedor que é torcedor, pode achar um absurdo, mas não ficaria revoltado em ver, aos 45 minutos do segundo tempo, o Rei entrar em campo para bater um penalti, receber a faixa de capitão e ao lado da nova safra de Neymar e CIA, erguer a taça de campeão. Seria um marco, seria histórico.

Mas, há sempre o outro lado. Muitos falam que é um exagero pela parte do Santos. Uma estratégia de puro marketing para receber mais atenção do que um Barcelona liderado pelo atual melhor jogador do mundo. Tática desesperada para chamar a atenção da mídia.

Boa parte não quer ver um senhor, aos seus 70 anos, entrar em campo e ser chamado de campeão ou ser considerado que ele disputou o Mundial de Clubes de 2011. Também acham ridículo colocar Pelé como tricampeão pela Seleção e Santos, caso seja inscrito e o clube brasileiro vença.

Enfim, muito dessa discussão agora se acalmou, já que Pepito, assessor próximo ao eterno camisa 10, disse que Pelé apenas aceitaria ser embaixador do Santos no torneio, mas que não entraria em campo para jogar. De qualquer forma, é uma estratégia de marketing inovadora, ousada, forte, mas arriscada. Uma tática que vai além do setor, que mexeria com o time profissional, com a perda de um jogador em atividade para a disputa e que causaria dores de cabeça, caso o Santos saísse perdendo.

Afinal, até onde vai o limite do marketing e quem, dentro dos clubes brasileiros, terá peito de falar 'isso não pode', ao invés de sempre abaixar a cabeça no momento em que dizem que irá trazer dinheiro para os cofres do time?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A segunda baixa na primeira classe

Nesta quarta-feira, faleceu o ator e ex-jogador da NFL, Bubba Smith. Mas, quem foi Bubba Smith? Para os que gostam de esporte, ele jogou futebol americano profissionalmente de 1967 a 1976. Passou por Baltimore Colts (hoje, Indianapolis Colts), por quem ganhou um Super Bowl, Oakland Raiders e encerrou a carreira pelo Houston Oilers (hoje, Tennessee Titans).

Entretanto, apesar de uma carreira até que bem sucedida, Smith ficou conhecido mundialmente pela profissão de ator. Mais precisamente, pelo papel de Moses Hightower na série de filmes Police Academy (Loucademia de polícia).

Ele participou de praticamente de todos os filmes, ficando fora apenas do último (Police Academy: Mission to Moscow). O corpo de Smith foi encontrado na casa do ator. A polícia diz que aparentemente, Bubba Smith faleceu por causas naturais, aos 66 anos.

Esta foi a segunda baixa dentro da primeira classe de cadetes da franquia. O primeiro a falecer foi David Graf, famoso pelo papel do temperamental Eugene Tackleberry. O sargento tinha uma paixão polícia e por sua pistola. Graf morreu de um ataque cardíaco, em 2001, aos 50 anos.

David Graf participou de todos os sete filmes da franquia. Além dele, apenas George Gaynes, o famoso comandante Eric Lassard, participou de todos os longas da série. Desde 2008, se fala em um oitavo filme da série. Infelizmente já sem Hightower e Tackeberry.

Dizem que em 2012 será lançado o Police Academy 8, com as presenças de Michael Winslow (sargento Larvell Jones, dos sons com a boca), Steve Guttenberg (ator principal da série no papel do sargento Carey Mahoney), Bobcat Goldthwait (Oficial Zed McGlunk), Kim Cattrall (Cadete Karen Thompson) e Sharon Stone (participou do quarto filme como Claire Mattson).

Tomara que o filme saia da fase de produção e realmente aconteça, antes que mais algum personagem principal acabe ficando de fora. Afinal, só George Gaynes pode chegar aos oito filmes da série, mas o ator finlandês já está com 94 anos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Trágico e melancólico fim do mito

Desde a demissão de Charlie Sheen do seriado 'Two and a half men', em março deste ano, era certo o fim do mítico personagem 'Charlie Francis Harper'. Após oito temporadas bem-sucedidas, era o adeus do famoso trio (Alan, Charlie e Jake).

A partir daí, se especulou muito sobre como seria a saída de Charlie Harper da série. Falaram que ele iria morar com a Rose, na Inglaterra. Depois, passaram a ter os primeiros boatos sobre a morte do personagem e a entrada de Ashton Kutcher em seu lugar.

Após tentativas de Sheen para voltar ao elenco, chegando até a conversar com o produtor da série Chuck Lorre, Kutcher foi confirmado. Primeiro falaram que Harper seria morto em um desastre aéreo e que Kutcher apareceria como um filho perdido do compositor.

Agora, o que se fala é que os dois primeiros episódios da série será com o funeral de Charlie, como Alan já sonhou em um episódio, e com a casa em Malibu sendo posta a venda. Um dos compradores interessados seria o personagem de Kutcher.

De qualquer forma, é uma forma trágica de dizer adeus a um grande personagem. Por mais que Ashton Kutcher tenha talento, não creio que irá substituir Charlie Sheen com tanta qualidade. Não será fácil terminar a série sem o astro principal.

Infelizmente, após tantos problemas de Sheen com álcool, drogas, atrasos nas gravações, prisões eventuais e críticas a produção, o destino (e a Warner) acharam que, pelo bem da série, ele fosse demitido. Uma pena. Agora é torcer para 'Two and a half men' terminar, pelo menos, com um pouco de qualidade, criatividade e humor. Mas, Charlie Harper sempre fará falta.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ping-pong

É incrível como vai e vem acontece dentro das TV's brasileiras. É muito comum ver atores saírem da Globo, irem até o SBT ou Record para algum tempo depois retornarem ao plim-plim. É costumeiro também ver a troca que ocorre com apresentadores, principalmente em programas vespertinos.

Mas, o que José Luiz Datena faz com Record e Bandeirantes é algo inacreditável. Muda de uma emissora pra outra numa facilidade. Toda hora que chega em uma delas, rasga aquela seda imensa. São elogios atrás de elogios, fazendo parecer que saiu de uma TV de nível inferior para o topo.

Nessa última vez, ele bateu o recorde. Foram aproximadamente 60 dias em que ele deu uma banana pra Band, foi para Record e já voltou. Vale lembrar que voltou por decisão própria, sem chegar a nenhum acordo com a Record, que o aguardava para o Cidade Alerta desta segunda-feira, mesmo sabendo que o mesmo não viria.

É incrível como, mesmo sendo usadas por Datena, as duas emissoras sempre estão de braços abertos para recebê-lo. É uma relação de dependência, como só ele fosse capaz, neste País, de apresentar um programa chamado de 'jornalismo realidade' e consiga dar audiência. Tenho a impressão que se tornam reféns do apresentador.

Para a Record (e também Datena) fica a lição. Um programa não tem audiência só por causa de um apresentador. A equipe toda faz parte. Levar o Datena só para o Cidade Alerta não será a mesma coisa que ter a equipe do Brasil Urgente trabalhando no programa. Uma andorinha só não faz verão, tirando o caso do Silvio Santos que é a exceção a regra.

Entretanto, Datena dá audiência, sim. Sua presença no CQC no lugar de Marcelo Tas, que está doente segundo a equipe do programa, rendeu a vice-liderança do IBOPE à Bandeirantes. Uma média de 8,5 pontos no índice contra 27,1 da Globo.

Lógico que isso acontece por ser uma novidade. Se Datena apresentasse o CQC toda segunda-feira, não teria o mesmo desempenho. O ineditismo cria o fenômeno. Mas, uma coisa há de se concordar: à frente do Brasil Urgente, apesar das asneiras que fala, ainda é melhor que Luciano Faccioli, que não combina muito com o conteúdo do programa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O risco twitter

Cada vez mais as redes sociais tem sido fonte de informação para as pessoas saberem o que está acontecendo no mundo. Muitos jornalistas escrevem matérias com dados retirados desdes locais, como frases ditas por alguém no twitter.

O twiiter é um verdadeiro fenômeno em ter informações rápidas. Qualquer 'notícia' postada no site faz com o que foi dito rodar o mundo em velocidade recorde. Por exemplo, clubes de futebol costumam confirmar contratações via twitter e logo após o anúncio, o tópico pode virar um trending topic (entre os pais postados da rede social).

O problema é que nem sempre o twitter é uma fonte confiável, principalmente no caso de falecimentos. Muitas pessoas já morreram antes do tempo por causa da rede social. Há semanas atrás, foi o promoter Amin Kader foi dado como morto. Tudo graças a uma informação mentirosa lançada por outro promoter, David Brasil, devido a uma pegadinha.

Essa notícia se espalhou rapidamente e em poucos minutos estava em diversos portais de jornalismo. Devido a problemas como esse, quando acontece algo verídico, surge uma dúvida: 'será que aconteceu?'. Assim foi quando Amy Winehouse foi encontrada morta em sua casa, em Londres.

Quando a notícia surgiu e se espalhou pelo twitter, diversos veículos ficaram receosos em divulgar como verdade. No início, creditavam a informação a um portal britânico. Só depois da confirmação, pela polícia, é que foi anunciado o falecimento da cantora de forma oficial.

A última vítima foi a atriz mexicana Maria Antonieta de las Nieves. Famosa por ter interpretado a personagem Chiquinha, no seriado Chaves, Maria Antonieta foi declarada como morta por um falso perfil do canal SBT. A notícia rapidamente se espalhou pelo twitter, mas não deixava de ser uma mentira.

Portanto, o twitter é uma ferramenta para se obter informações rápidas, mas é um meio arriscado para isso. A chance de se obter algo inverídico é grande. Conseguir algum dado pelo twitter é válido, mas nunca qualquer rede social deve ser usada como única fonte para uma notícia.