Após a festa bancada as custas do povo do Rio de Janeiro (estado e capital), podemos fazer a análise do que foi o 'Sorteio das eliminatórias para a Copa do mundo FIFA 2014 - Brasil'. Apesar das falhas, um evento em que ocorreu tudo bem e que pudemos notar que começa a sair de cena Ricardo Teixeira.
Depois do 'Império contra-ataca' na revista Piauí, em que darth Teixeira destilou seu veneno contra tudo e contra todos, sua presença e participação no evento começaram a ser minimizados. Lógico, sua imagem continua aparecendo no telão, mas sem ser citado.
Talvez isso possar uma artimanha digna de Joseph S. Blatter. Já que o presidente da FIFA é mestre em tentar driblar as crises em que seu nome está envolvido, pode ter dado dicas ao excelentíssimo presidente da CBF de como passar por isso.
Mas o fato é que, com exceção ao secretário-geral da entidade máxima do futebol, Jérôme Valcke, ninguém durante o discurso direcionou palavras diretamente ao Ricardo Teixeira, muito menos citar o seu nome em tom de aclamação.
Valcke, para quem não sabe, é aquele mesmo cara chato que toda hora vinha com as exigências da FIFA para o estádio do Morumbi e que fez de tudo, junto de Teixeira, para que São Paulo não tivesse como estádio, o Morumbi.
No mais, se percebeu a tentativa do governo em colocar Pelé como grande foco, ofuscando também o presidente da CBF. A presidente Dilma Rouseff tratou de forma diferenciada o 'Rei do futebol' em seu discurso. Pelé caminha para se tornar o grande embaixador da Copa-2014, ao invés de Teixeira.
Isso pode signifcar também o início da queda do império Teixeira-Havelange. Já que o mesmo presidente falou que irá deixar a CBF em 2015. Tomara que pela primeira vez na vida ele cumpra com a sua palavra. É visível que ninguém aguenta mais. O problema é se ele for, realmente, o próximo presidente da FIFA. Aí, caro amigo, o mundo esportivo sofrerá o que hoje o Brasil já conhece bem.
Pensamentos que viajam em assuntos, por vezes não-conexos. Ou seja, vou escrever o que vier na cabeça, o que me der na telha.
domingo, 31 de julho de 2011
sábado, 30 de julho de 2011
5 days of august
Hoje estava em minha maratona de filmes. Após baixar diversos títulos chegou a hora de ver um por um. Cheguei a um que me prendeu a atenção por envolver minha profissão: jornalista. Trata sobre a vida de um correspondente internacional que cobre zonas de conflito.
Zonas de conflito é como popularmente são chamadas as praças de guerra. Aqueles locais onde o bicho pega e todos saem correndo. Nessa hora, sempre ficam alguns representantes desta nobre profissão para passar o que de verdade acontece no local.
O filme de chama '5 days of august' (5 days of war nos EUA e Reino Unido). Dirigido for Renny Harlin (Alta Velocidade, 12 rounds e Exorcista: O início), o longa-metragem aborda a história do repórter Thomas Anders (Rupert Friend) e o câmera Sebastian Ganz (Richard Coyle) durante a invasão russa na Georgia.
A película retrata bem todos os dramas vividos pela profissão. Desde entrar em uma zona de conflito, até ser alvo de milícias e reféns da guerra. Segundo o filme, em 2008, na mesma época que as Olimpíadas de Pequim, a Rússia invadiu a Ossétia do Sul para se apoderar do território. O local é ponto de tensão entre os países desde 1991.
O governo russo pagaria para milicianos tomarem o controle da região e os georgianos defendiam o local como território de seu País. Um país acusa o outro de ter dado o primeiro tiro no confronto. A Rússia alega que a região pertence a seu Estado desde 1992.
Enfim, no meio disso tudo, um grupo de jornalistas são enviados para cobrir o evento. O longa-metragem chega a fazer uma defesa à Georgia, quase que expondo apenas o lado georgiano durante toda a história. Dá a entender que os russos estão errados e que tudo se deu porque a Georgia decidiu fazer parte da União Europeia e se aproximar do ocidente.
O filme conta com participações especiais de Andy Garcia e Val Kilmer. Para quem gosta de filmes de guerra e/ou do trabalho de jornalistas, vale a pena assistir. Em seu início, '5 days of august' diz: 'Em uma guerra, a primeira baixa é a verdade'. Após ver o longa-metragem, cabe a cada um em que verdade acreditar.
Zonas de conflito é como popularmente são chamadas as praças de guerra. Aqueles locais onde o bicho pega e todos saem correndo. Nessa hora, sempre ficam alguns representantes desta nobre profissão para passar o que de verdade acontece no local.
O filme de chama '5 days of august' (5 days of war nos EUA e Reino Unido). Dirigido for Renny Harlin (Alta Velocidade, 12 rounds e Exorcista: O início), o longa-metragem aborda a história do repórter Thomas Anders (Rupert Friend) e o câmera Sebastian Ganz (Richard Coyle) durante a invasão russa na Georgia.
A película retrata bem todos os dramas vividos pela profissão. Desde entrar em uma zona de conflito, até ser alvo de milícias e reféns da guerra. Segundo o filme, em 2008, na mesma época que as Olimpíadas de Pequim, a Rússia invadiu a Ossétia do Sul para se apoderar do território. O local é ponto de tensão entre os países desde 1991.
O governo russo pagaria para milicianos tomarem o controle da região e os georgianos defendiam o local como território de seu País. Um país acusa o outro de ter dado o primeiro tiro no confronto. A Rússia alega que a região pertence a seu Estado desde 1992.
Enfim, no meio disso tudo, um grupo de jornalistas são enviados para cobrir o evento. O longa-metragem chega a fazer uma defesa à Georgia, quase que expondo apenas o lado georgiano durante toda a história. Dá a entender que os russos estão errados e que tudo se deu porque a Georgia decidiu fazer parte da União Europeia e se aproximar do ocidente.
O filme conta com participações especiais de Andy Garcia e Val Kilmer. Para quem gosta de filmes de guerra e/ou do trabalho de jornalistas, vale a pena assistir. Em seu início, '5 days of august' diz: 'Em uma guerra, a primeira baixa é a verdade'. Após ver o longa-metragem, cabe a cada um em que verdade acreditar.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Barbosa, você está aí?
Voltando um pouco com a 'sessão nostalgia' no 'Devaneios da madruga'. Sempre gosto de ressaltar a perda de qualidade no humor dentro da TV brasileira. Como exemplos disso, já citei a 'Escolhinha do professor Raimundo' e 'Hermes & Renato'.
Volto a falar do tema, para abordar um programa que fez grande sucesso no final da década de 80, principalmente. Inovador por trazer atores, e não comediantes como outros programas, o TV Pirata pode mostrar o talento de muita gente para a comédia.
Infelizmente, não pude acompanhar o programa na era inédita, devido a minha idade. Mas, graças a internet e ao canal Viva, agora tenho conhecimento sobre o TV Pirata, podendo colocá-lo no mesmo nível de 'Escolinha do professor Raimundo' no quesito qualidade.
Eram quadros que tiravam sarro de diversos temas, além de programas da rede Globo, emissora que transmitia o programa. Grandes atores de humor fizeram parte do elenco da série, como Luís Fernando Guimarães, Guilherme Karan, Regina Casé, Débora Bloch, Louise Cardoso, Diogo Vilela, Pedro Paulo Rangel, Marco Nanini, Denise Fraga, Claudia Raia e, claro, Ney Latorraca.
Latorraca foi um caso à parte. Ele deu vida ao personagem Barbosa, um senhor que apenas repetia tudo que lhe falavam. Mas, Barbosa teve um carisma com o público, que sentiu sua falta após o fim da temporada de 1988 e a direção do programa exinguir todos os quadros antigos para o ano de 1989. Por causa disso, Barbosa foi o único que sobreviveu, com um outro quadro.
O programa foi ao ar de 1988 a 1990 e depois retornou em 1992. Por trás da criação, gente de peso para escrever o programa como Miguel Falabella, Luís Fernando Veríssimo e a turma que viria a se tornar o Casseta & Planeta.
Para quem tiver a oportunidade de assistir, eu recomendo. Seja no canal Viva, na internet ou nos dvd's lançados. É sempre bom dar risadas, ainda mais quando é com um humor com qualidade na atuação e no roteiro.
Volto a falar do tema, para abordar um programa que fez grande sucesso no final da década de 80, principalmente. Inovador por trazer atores, e não comediantes como outros programas, o TV Pirata pode mostrar o talento de muita gente para a comédia.
Infelizmente, não pude acompanhar o programa na era inédita, devido a minha idade. Mas, graças a internet e ao canal Viva, agora tenho conhecimento sobre o TV Pirata, podendo colocá-lo no mesmo nível de 'Escolinha do professor Raimundo' no quesito qualidade.
Eram quadros que tiravam sarro de diversos temas, além de programas da rede Globo, emissora que transmitia o programa. Grandes atores de humor fizeram parte do elenco da série, como Luís Fernando Guimarães, Guilherme Karan, Regina Casé, Débora Bloch, Louise Cardoso, Diogo Vilela, Pedro Paulo Rangel, Marco Nanini, Denise Fraga, Claudia Raia e, claro, Ney Latorraca.
Latorraca foi um caso à parte. Ele deu vida ao personagem Barbosa, um senhor que apenas repetia tudo que lhe falavam. Mas, Barbosa teve um carisma com o público, que sentiu sua falta após o fim da temporada de 1988 e a direção do programa exinguir todos os quadros antigos para o ano de 1989. Por causa disso, Barbosa foi o único que sobreviveu, com um outro quadro.
O programa foi ao ar de 1988 a 1990 e depois retornou em 1992. Por trás da criação, gente de peso para escrever o programa como Miguel Falabella, Luís Fernando Veríssimo e a turma que viria a se tornar o Casseta & Planeta.
Para quem tiver a oportunidade de assistir, eu recomendo. Seja no canal Viva, na internet ou nos dvd's lançados. É sempre bom dar risadas, ainda mais quando é com um humor com qualidade na atuação e no roteiro.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Lex talionis
Quem nunca ouviu falar de um crime bárbaro, seja na TV, rádio, internet, jornal ou revista e após ter conhecimento do caso pensou: 'nossa, esse aí merecia sofrer o mesmo que ele fez para suas vítimas só para aprender!'
A lei de talião ou lex talionis (lex: lei e talio, de talis: tal, idêntico) se baseia nesse conceito. De forma grosseira, se o cara roubou um objeto, corta a mão dele fora como pena. É um critério antigo, usado no Código de Hamurabi (sim, eu gosto de história). Ou seja, já existe há, pelo menos, desde 1.700 antes de Cristo.
Já diria o advogado, Jeferson Badan: 'Todo bandido tem ética.' Ele usou essa frase para defender o cliente que não havia entregue o nome do comparsa acusado de assassinar um estudante na USP. Mas, em outros casos, bandidos também possuem ética.
É de conhecimento público que, em crimes graves, os culpados são colocados em celas separadas dos presos comuns. Casos de estupro, assassinato de menores, entre outros, os detentos juram o outro de morte. Se deixar junto, algum deles vai virar presunto.
Pois bem, no dia 13 de dezembro de 2009, em Tanabi, no estado de SP, Marcos Buzzini Guimarães Teixeira estava tentou atear fogo no padre da Igreja Matriz da cidade. Disse que fez isso para chamar atenção da mídia, já que estaria com câncer na garganta e no pulmão.
Ele estava no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté, a antiga Casa de Custódia, famosa por ter abrigado o 'bandido la luz vermelha', 'Chico picadinho', entre outros. Além de tudo, é conhecida por ser o berço do PCC, supostamente criado numa das alas. Desde 2006, o local funciona como hospital prisional psiquiátrico.
Nesta quarta-feira, ele foi seu corpo foi encontrado com os pés e mãos amarrados e com a parte superior do corpo queimada. A Polícia Civil disse que trabalha com a hipótese de suicídio, uma vez que Teixeira estava em uma cela individual e meia hora antes do fato acontecido, havia respondido normalmente à contagem diária de internos.
Convenhamos, há como acreditar que o dito cujo se suicidou. Rapidamente amarrou os pés e mãos firmemente e ateou fogo no próprio corpo a ponto de nenhum agente penitenciário reparar e só terem notado o feito quando o detento já havia morrido.
Eu creio mais numa velha lei de talião. Esperaram o tempo necessário pro caso esfriar e deram cabo do sujeito. Só fica a dúvida se isso foi feito pelos próprios guardas ou se foram os presos, num momento de descuido da polícia.
Quem quiser ler, aqui está a matéria sobre a morte de Teixeira. Segue o vídeo com o relato do Dr. Jeferson Badan que, além de falar em ética de bandido, disse que ser ladrão é uma profissão. Um cretino desses tem um certificado da OAB. Dá-lhe, Brasil!
A lei de talião ou lex talionis (lex: lei e talio, de talis: tal, idêntico) se baseia nesse conceito. De forma grosseira, se o cara roubou um objeto, corta a mão dele fora como pena. É um critério antigo, usado no Código de Hamurabi (sim, eu gosto de história). Ou seja, já existe há, pelo menos, desde 1.700 antes de Cristo.
Já diria o advogado, Jeferson Badan: 'Todo bandido tem ética.' Ele usou essa frase para defender o cliente que não havia entregue o nome do comparsa acusado de assassinar um estudante na USP. Mas, em outros casos, bandidos também possuem ética.
É de conhecimento público que, em crimes graves, os culpados são colocados em celas separadas dos presos comuns. Casos de estupro, assassinato de menores, entre outros, os detentos juram o outro de morte. Se deixar junto, algum deles vai virar presunto.
Pois bem, no dia 13 de dezembro de 2009, em Tanabi, no estado de SP, Marcos Buzzini Guimarães Teixeira estava tentou atear fogo no padre da Igreja Matriz da cidade. Disse que fez isso para chamar atenção da mídia, já que estaria com câncer na garganta e no pulmão.
Ele estava no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Taubaté, a antiga Casa de Custódia, famosa por ter abrigado o 'bandido la luz vermelha', 'Chico picadinho', entre outros. Além de tudo, é conhecida por ser o berço do PCC, supostamente criado numa das alas. Desde 2006, o local funciona como hospital prisional psiquiátrico.
Nesta quarta-feira, ele foi seu corpo foi encontrado com os pés e mãos amarrados e com a parte superior do corpo queimada. A Polícia Civil disse que trabalha com a hipótese de suicídio, uma vez que Teixeira estava em uma cela individual e meia hora antes do fato acontecido, havia respondido normalmente à contagem diária de internos.
Convenhamos, há como acreditar que o dito cujo se suicidou. Rapidamente amarrou os pés e mãos firmemente e ateou fogo no próprio corpo a ponto de nenhum agente penitenciário reparar e só terem notado o feito quando o detento já havia morrido.
Eu creio mais numa velha lei de talião. Esperaram o tempo necessário pro caso esfriar e deram cabo do sujeito. Só fica a dúvida se isso foi feito pelos próprios guardas ou se foram os presos, num momento de descuido da polícia.
Quem quiser ler, aqui está a matéria sobre a morte de Teixeira. Segue o vídeo com o relato do Dr. Jeferson Badan que, além de falar em ética de bandido, disse que ser ladrão é uma profissão. Um cretino desses tem um certificado da OAB. Dá-lhe, Brasil!
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Onda techno
Ultimamente tenho sido contaminado por uma onda techno e black. Por ser uma pessoa extremamente eclética, isso é fácil de acontecer. Mais fácil ainda por eu ter 'momentos musicais' na minha vida. Antes tinha sido o sertanejo, agora é o techno.
Liderada por LMFAO, David Guetta, Swedish House Mafia e outros grupos e/ou artistas, esse movimento techno tem tomado conta dos meus dias. Já que sempre que estou ao pc, estou ouvindo música, sou quase o tempo todo movido pelo ritmo.
Mas tem sido bom ouvir um pouco de outro estilo depois de passar tanto tempo ouvindo sertanejo universitário. Estava na hora de dar um tempo em Jorge & Mateus, Fernando & Sorocaba, entre outros, e retomar um estilo musical que não ouvia bastante desde 2007, por aí.
Liderada por LMFAO, David Guetta, Swedish House Mafia e outros grupos e/ou artistas, esse movimento techno tem tomado conta dos meus dias. Já que sempre que estou ao pc, estou ouvindo música, sou quase o tempo todo movido pelo ritmo.
Mas tem sido bom ouvir um pouco de outro estilo depois de passar tanto tempo ouvindo sertanejo universitário. Estava na hora de dar um tempo em Jorge & Mateus, Fernando & Sorocaba, entre outros, e retomar um estilo musical que não ouvia bastante desde 2007, por aí.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Repetindo a história
Em minhas madrugadas em que o sono demora a vir, eu costumo a zapear os canais em busca de algo que me entretenha ou que me enriqueça, de alguma forma. Com isso, por muitas vezes acabo caindo em canais Discovery (Channel, Science, Civilization) e o The History Channel.
Ao assistir o History, me deparei com comerciais interessantes do canal. São pitadas sobre a história brasileira. Histórias resumidas em um minuto e trinta segundos, dois minutos até, mas que trazem sempre uma lição para não esquecermos.
Os comerciais são apresentados pelo jornalista Eduardo Bueno. Este gaúcho já escreveu mais de vinte livros sobre a história do Brasil. Apesar de não ser formado em história, tem profundo conhecimento, sendo um dos maiores especialistas sobre o tema.
Em todos os quadros, Bueno, também conhecido como Peninha, termina com a frase: 'Um povo que não conhece a sua história está condenado a repití-la. Se você acha que os próximos 500 anos do Brasil não deveriam ser iguais aos 500 que passaram, fique ligado'.
Esta frase me chamou a atenção. Com as pequenas histórias contadas por ele durante cada quadro, o que se vê são histórias repetidas. Descaso do governo com seu povo, abuso de poder, corrupção, desrespeito as leis, entre outros absurdos.
É triste ver que a história apenas se repete, sem que não haja mudanças. A única coisa que muda são os personagens. O enredo e o fim, continuam os mesmos. Algo lamentável. Para quem quiser conhecer mais da obra de Eduardo Bueno e sobre a real história do Brasil, de uma forma mais dinâmica e sem a formalidade dos livros acadêmicos, leia "Brasil: Uma história - cinco séculos de um país em construção". Deixo alguns vídeos feitos pelo canal History.
Ao assistir o History, me deparei com comerciais interessantes do canal. São pitadas sobre a história brasileira. Histórias resumidas em um minuto e trinta segundos, dois minutos até, mas que trazem sempre uma lição para não esquecermos.
Os comerciais são apresentados pelo jornalista Eduardo Bueno. Este gaúcho já escreveu mais de vinte livros sobre a história do Brasil. Apesar de não ser formado em história, tem profundo conhecimento, sendo um dos maiores especialistas sobre o tema.
Em todos os quadros, Bueno, também conhecido como Peninha, termina com a frase: 'Um povo que não conhece a sua história está condenado a repití-la. Se você acha que os próximos 500 anos do Brasil não deveriam ser iguais aos 500 que passaram, fique ligado'.
Esta frase me chamou a atenção. Com as pequenas histórias contadas por ele durante cada quadro, o que se vê são histórias repetidas. Descaso do governo com seu povo, abuso de poder, corrupção, desrespeito as leis, entre outros absurdos.
É triste ver que a história apenas se repete, sem que não haja mudanças. A única coisa que muda são os personagens. O enredo e o fim, continuam os mesmos. Algo lamentável. Para quem quiser conhecer mais da obra de Eduardo Bueno e sobre a real história do Brasil, de uma forma mais dinâmica e sem a formalidade dos livros acadêmicos, leia "Brasil: Uma história - cinco séculos de um país em construção". Deixo alguns vídeos feitos pelo canal History.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Futebol é detalhe
Neste domingo o futebol uruguaio voltou a ter uma grande conquista em sua história. A Celeste Olímpica ganhou a Copa América e, de quebra, se tornou a maior campeã do torneio continental, com quinze conquistas no total.
Além disso, a seleção uruguaia vem colecionando bons resultados. A equipe principal ficou na quarta colocação do Mundial de 2010, na África do Sul, tendo o atacante Diego Forlán como melhor jogador da competição.
Na base, o time sub-17 foi quarto colocado no sul-americano, sendo a única equipe a não ser derrotada pelo Brasil, campeão da edição. No Mundial da mesma categoria foi vice-campeão, perdendo o título pro México. Já a sub-20 foi vice-campeã sul-americana, perdendo o título para o Brasil. O feito, além de classificar o País para o Mundial da categoria, classificou o futebol uruguaio para as Olimpíadas, desbancando a Argentina, atual medalha de ouro.
Entretanto, os bons resultados no esporte bretão não aconteceram por acaso. Há cinco anos, quando o técnico Oscar Tabárez assumiu o comando, decidiu iniciar um grande projeto. Dentro do plano, ele abraçou todo o futebol uruguaio e fez um grande trabalho a partir das seleções de base do Uruguai.
Chamado de 'institucionalização dos processos da seleção e da formação de seus jogadores', o trabalho visa formar pessoas ao invés de olhar apenas para o futebol. Os garotos da base passaram a ter aulas, a entender a história do futebol uruguaio.
Também passaram a ter condições iguais a da seleção principal. Equimantos e campos de treino adequados, uma alimentação condizente com a de um atleta. Enfim, tudo que alguém precisa para praticar esportes.
Mas, o diferencial está nas aulas. Segundo o próprio Tabárez, o importante é formar cidadãos. Nem todos que passam pela base se tornam jogadores de futebol. O ideal é fazer com que todos saiam com uma base para aprender outras profissões e não apenas saber jogar bola.
Para os que completam o ciclo, eles convivem o tempo todo com a história do futebol uruguaio. Até o refeitório do centro de treinamento da seleção na capital, Montevidéu, é cercado por fotos de diversos momentos importantes do futebol do País.
Um país que tem um pouco mais de 3 milhões de habitantes se reergueu no mais comum esporte do mundo com um projeto fácil de ser executado. Desta forma, além de formar cidadãos, juntou talentos, e hoje, a seleção do Uruguai figura entre as principais e a famosa raça deixou de ser sinônimo de pancadaria.
Este exemplo deveria ser seguido pelo triste futebol brasileiro. O esporte deveria ser sempre uma ferramenta para a construção de um jovem, trantando da formação acadêmica, de caráter e sentimento pela pátria. Mas, infelizmente, no Brasil o futebol só se move por causa do dinheiro. Todos só visam ficar ricos, irem morar na Europa. Nem atletas, nem dirigentes valorizam a educação, a formação de uma pessoa.
Então, veremos por mais um tempo o Uruguai ser o maior da América, enquanto o Brasil continua sendo a seleção europeia, dos cabelos extravagantes, salários gigantescos e que se reúne uma vez por mês para dar vexames ao povo brasileiro.
Além disso, a seleção uruguaia vem colecionando bons resultados. A equipe principal ficou na quarta colocação do Mundial de 2010, na África do Sul, tendo o atacante Diego Forlán como melhor jogador da competição.
Na base, o time sub-17 foi quarto colocado no sul-americano, sendo a única equipe a não ser derrotada pelo Brasil, campeão da edição. No Mundial da mesma categoria foi vice-campeão, perdendo o título pro México. Já a sub-20 foi vice-campeã sul-americana, perdendo o título para o Brasil. O feito, além de classificar o País para o Mundial da categoria, classificou o futebol uruguaio para as Olimpíadas, desbancando a Argentina, atual medalha de ouro.
Entretanto, os bons resultados no esporte bretão não aconteceram por acaso. Há cinco anos, quando o técnico Oscar Tabárez assumiu o comando, decidiu iniciar um grande projeto. Dentro do plano, ele abraçou todo o futebol uruguaio e fez um grande trabalho a partir das seleções de base do Uruguai.
Chamado de 'institucionalização dos processos da seleção e da formação de seus jogadores', o trabalho visa formar pessoas ao invés de olhar apenas para o futebol. Os garotos da base passaram a ter aulas, a entender a história do futebol uruguaio.
Também passaram a ter condições iguais a da seleção principal. Equimantos e campos de treino adequados, uma alimentação condizente com a de um atleta. Enfim, tudo que alguém precisa para praticar esportes.
Mas, o diferencial está nas aulas. Segundo o próprio Tabárez, o importante é formar cidadãos. Nem todos que passam pela base se tornam jogadores de futebol. O ideal é fazer com que todos saiam com uma base para aprender outras profissões e não apenas saber jogar bola.
Para os que completam o ciclo, eles convivem o tempo todo com a história do futebol uruguaio. Até o refeitório do centro de treinamento da seleção na capital, Montevidéu, é cercado por fotos de diversos momentos importantes do futebol do País.
Um país que tem um pouco mais de 3 milhões de habitantes se reergueu no mais comum esporte do mundo com um projeto fácil de ser executado. Desta forma, além de formar cidadãos, juntou talentos, e hoje, a seleção do Uruguai figura entre as principais e a famosa raça deixou de ser sinônimo de pancadaria.
Este exemplo deveria ser seguido pelo triste futebol brasileiro. O esporte deveria ser sempre uma ferramenta para a construção de um jovem, trantando da formação acadêmica, de caráter e sentimento pela pátria. Mas, infelizmente, no Brasil o futebol só se move por causa do dinheiro. Todos só visam ficar ricos, irem morar na Europa. Nem atletas, nem dirigentes valorizam a educação, a formação de uma pessoa.
Então, veremos por mais um tempo o Uruguai ser o maior da América, enquanto o Brasil continua sendo a seleção europeia, dos cabelos extravagantes, salários gigantescos e que se reúne uma vez por mês para dar vexames ao povo brasileiro.
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