terça-feira, 9 de novembro de 2010

Por las calles de Madrid

Estou começando o processo para uma provável experiência nova na minha vida: morar fora do país. Destino: Madrid, España. Mas quero ir para lá como cidadão europeu. Para isso, preciso do famoso passaporte vermelho. Daí vem o post.

Agora começa o longo caminho até o bendito documento e a obtenção da dupla cidadania, para eu não ter qualquer tipo de problema ao chegar na terra natal de grande parte da minha família. O pontapé inicial é o preenchimento das primeiras guias para fazer o pedido junto ao consulado espanhol no Brasil.

A partir daí, começa uma longa novela, mas creio que serão poucos meses, pois minha irmã e minha mãe já possuem o documento. Além disso, minha mãe é espanhola, o que facilita a retirada. Por falar nela, já que ela sempre é minha fã nº 1 e leitora do blog: beijo, mãe! kkkk

Lá do outro lado do Atlântico, devo morar uns meses, a princípio, com a minha irmã. Pegar o idioma fluente, fazer cursos, me aprimorar. Minha ideia inicial é voltar ao Brasil, mas, como a vida é cheia de surpresas, não posso prever nada.

Ainda vou ter que fazer todo um tratamento psicológico pra me adaptar com esse projeto de mudança e ir buscar aquele algo mais na vida. Se até agora não encontrei aqui, vai ver que esteja lá mesmo. Bom, vamos ver no que vai dar.

"Por la calles de Madrid
 bajo la luz de la luna,
 de Cascorro a Chamberí,  
 pasa rondando la tuna."
(Canciones de Estudiantina - Estudiantina Madrileña)  


Por fim, o post têm os vídeos de duas músicas muito famosas para quem está presente quando a família Gutierrez se reúne. Já é uma tradição cantá-las, sempre ao final dos festejos, quando o álcool já deixou todo mundo muito mais alegre. Forma-se a roda, começa a cantoria. E quem não sabe a letra, bate palma. Desde que me conheço por gente, eu ouço essas músicas. Quem ainda não viu essa cena, ainda tem que vir a uma festa da família, é cômico!


El Poropompero




La Ronda Del Silbidito

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

De volta a rotina

Essa semana será de empurrões aos planos, antes estacionados. Hora de retomar a academia, onde fiquei afastado por dois meses (um por lesão e outro por preguiça), projetos, trabalhos, estudos. Enfim, chegou a hora de abandonar qualquer resquício de estagnação do meu cotidiano.

E entre uma semana que se vai e outra semana que está chegando, eu posso dizer: que dias estranhos. Mas não estranhos de esquisitos, mas sim, diferentes. Meio malucos, mas divertidos ao mesmo tempo. Se a vida seguir por esses caminhos, eu vou achar bem emocionante.

Ao mesmo tempo, estou podendo me entender mais e parando de tentar entender os outros. Não é minha obrigação. Não dá para entender o ser-humano, isso já está mais do que claro para mim. Na verdade, eu não estou querendo saber de entender agora, eu quero mais é viver o momento e aproveitar. É o que eu tenho feito em relação ao mundo, e o que eu tenho recebido tem me agradado.

Além do que, estou mais relaxado. Minha fase 'hippie'. Não quero guerra com ninguém. Quero paz com quem eu puder ter e, com quem não, quero trégua. Praticamente distribuindo bandeiras brancas por onde eu passo. Afinal, não quero que este bom momento da minha vida se estrague e nem que acabe neste momento.

Como eu digo: Já é tão difícil viver. São tantas provas, tantos obstáculos. E a única certeza que temos é que não vamos sair vivos desta. Então, pra que levar ela de forma tão séria e de cara tão fechada. Para de ter medo da turbulência e aproveita a viagem, porque ela é longa.

"We're just moments, we're clever but we're clueless
 We're just human, amusing and confusing
 We're trying, but where is this all leading?
 We'll never know"
(Jack Johnson - Never Know)

domingo, 7 de novembro de 2010

Premiado

É incrível que sempre que eu pego o Pálio da família para dirigir, alguma coisa quebra nele. Eu começo a achar que, realmente, aquele carro não gosta de mim. Parece que ele me vê chegar perto e pensa: É agora que eu arrumo problema pra cabeça.

Só na minha mão já teve que trocar o escapamento, duas vezes, toda a parte de suspensão, peças no motor, pneu, bateria, além de ter sofrido um acidente e ter que trocar a tampa do porta-malas. Meu Deus, viu. O próximo problema eu espero que seja na mão de outro.

Pra piorar, este veículo bendito me dá problemas bem na saída do hipermercado Extra. Me faz encostar ele onde não se pode, em uma avenida movimentada. Após esperar o socorro do seguro, vem a notícia: o problema está na bomba do tanque de combustível.

Porra! Essa é nova! Já foi trocada toda a suspensão, motor, pneus, e agora, a bomba de combustível! Na minha mão esse carro tá quase se tornando um novo, com a carçaca de um 2003. É muita sacanagem. Pelo menos, ele deu este problema só agora e não durante a viagem para Pedro de Toledo.

Meu, se na minha vida eu só arranjo esses peninos pra resolver, está na hora de eu começar a jogar. Acho que devo tá com muita sorte no jogo pra tanto probleminha na vida. Mas, o jeito é (dar uma fugidinha com você kkk) tirar sarrinho do que acontece e levar na esportiva.

A vida já é muito séria e a gente não vai sair dessa vivo mesmo. O negócio é tentar aproveitar a viagem e procurar não se estressar. É a única forma.

"Nem o demônio eu vi bebendo tanta gasolina
 Diplomata interceptor V-6"
(Matanza - Interceptor V-6)

sábado, 6 de novembro de 2010

Caminhos

Todo dia traçamos o nosso próprio caminho. É fácil quando você tem que tomar as decisões por si próprio. Assumir os próprios riscos e seguir em frente. Mas quando você não está sozinho? Quando você tem que trilhar o próprio caminho, mas há outra pessoa nele também?

Fato é que nunca teremos a mesma estrada pela frente. Uma hora, cedo ou tarde, cada um trilha o próprio caminho. Nessa hora, de separar para que cada um siga sua estrada, é necessário manter a calma e ter paciência.

A última coisa que se deve deixar acontecer é ser tomado pela insegurança. Re-aprender a andar nem sempre é fácil. Mas após os primeiros passos, sempre os mais difíceis, o resto da jornada passa a ser de autoconhecimento e buscas pelo novo.

Nessa hora, é comum pensarmos que perdemos tempo com aquela pessoa. Mas não é verdade. De certa forma, ela esteve ali, no tempo necessário, para que você pudesse vivenciar aquilo e crescer com isso. Tudo nessa vida tem um porquê. Nada acontece por mero acaso.

Situações como essas servem para você repetir acertos e se prevenir de erros. De qualquer forma, ela se torna parte de nossa bagagem de vida e faz com que deixemos de ser ingênuos, comuns, e nos fazem firmes e fortes, com o tempo.

Portanto, reflita. Nem todo fim é ruim. Nem toda separação é para ser uma tortura. Apenas é um ciclo que foi completo em sua vida. Uma porta para um novo ciclo que está por vir. Abra os olhos para isso.

"Eu sei,que perdemos tanto tempo aqui
 me faço de desentendido
 Mas sabemos o que nos prendeu
 A insegurança é o que fez morrer"
(Dead Fish - Obrigação)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Incerto como o amanhã

Como ficamos meio sem rumo quando acontece alguma situação nova e inusitada nas nossas vidas. Mas não é um 'sem rumo' ruim. É não saber como agir, o que dizer. Um certo nervosismo que toma conta por completo de você. Mas, com o desenrolar dos dias, é mais fácil para lidar com isso tudo.

O bom é que, normalmente, coisas desse tipo acontecem num momento que você mais precisa. Apesar de ser reachada de incertezas, é como se já tivesse sido traçada por alguma linha torta dessa vida. É algo que serve para dar um choque positivo em tudo que você está passando e expandir horizontes a sua volta. Sair de dentro do casulo.

Melhor ainda é quando isso acontece num momento mais oportuno da sua vida. Aquele em que você tá buscando estar em paz com tudo. Evitando discussões por nada. Tentando aproveitar mais o belo que a vida tem a oferecer. Claro que há momentos em que isso não é possível, mas a vida não é só flores.

Pelo menos eu estou podendo acreditar que, como diz o provérbio: "Depois da tempestade vem a bonança".

Mas, enfim...

Vibrações positivas nessa vida. Sinto que o momento de parar de postar tão tardiamente e voltar ao trabalho está próximo. Espero que isso se concretize e o mais rápido possível. Além disso, animado pra 'Festa do Branco' e niver que vai rolar nos próximos dias. Sem contar o Planeta Universitário, em dezembro.

Blog continuando a todo vapor, com postagens diárias, há 2 semanas. Dessa vez eu acho que engrena mesmo a minha aventura por esse mundo.

"Vai saber se foi mais um sonho desses que só lembro bem depois
 Como se eu fosse criança descobrindo o mundo mais de perto
 Invento mais uma dança pra fugir de tudo que era incerto
 Incerto como o amanhã"
 (Aliados - Como Se Fosse Criança)

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Novo sol

Como é difícil, as vezes, amadurecer. Parar, analisar seus passos, enfim, fazer uma autocrítica. Enxergar seus acertos e, principalmente, os erros. Refazer caminhos, trilhar novos, consertar o que dá para se consertar e não tocar naquilo que já está arruinado.

Nesse momento, parece irônico, mas a melhor coisa é um pouco de solidão. Não a solidão de se afastar de amigos, família, marido, esposa, namorada(o), filhos ou o que seja. Mas se afastar um pouco de toda situação que te faz entrar em conflito, que te causa, de alguma forma, um bloqueio.

Longe disso que te bloqueia, de alguma forma, você pode enxergar mais coisas em si. Pode compreender situações que antes você pensava: "por que isso aconteceu?". Depois disso, ainda é capaz de entender como lidar com o que te causa esse muro de incompreensão. Transformar ele em um aliado e não em um obstáculo.

É um tempo sombrio, de dúvidas, incertezas. Mas após enfrentar isso, o tempo só tende a melhorar em sua vida. Em meio ao inverno é capaz de surgir um novo sol, iluminando novos caminhos e te dando novas convicções para que você possa seguir em frente.

"Se chegarmos lá na frente
 Depois de dias muito longos
 Aquele inverno já passado nos trará um novo sol.
 E vai ser bem melhor"
 (Voltz - Um Novo Inverno)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Rir e renovar

De volta aos meus textos da madruga e muito feliz. Nada como sair do foco de tensão e viver uns dias alienado do mundo para recuperar um pouco a sanidade. Feriado bom demais. Sem stress, sem preocupações, sem pensamentos complexos. Apenas festa, amigos e muita, mas muita risada.

Hoje entendo melhor a famosa frase: Rir é o melhor remédio. Não há humor que não melhore, cara emburrada que não passe ou problema que resista a alguns dias de cômicas pérolas e zoações de todas as formas. Tudo é tão bom e tão intenso que já sinto saudade dos dias que passaram a medida que vou retornado a rotina.

Churrasco, bebida, piscina, quarto cheio de gente, intermináveis diálogos recheados de besteiras. Seria bom se a vida fosse feita somente de momentos tão felizes e divertidos como esses. Fazia algum tempo que eu não preenchia minha vida com lembranças como essas.

Um dos melhores momentos é o 'pré-dormir'. Aquele em que todo mundo deita, mas ninguém dorme. Um lança uma pérola, o outro já solta uma graça e a terceira pessoa já complementa o ciclo, fazendo todos do quarto rir. Quando acaba um assunto, não demora 30 segundos para outro começar. Essa conversa só para quando todos estão esgotados já, sentindo falta de ar por rir demais e o sono já está para derrubar.

Voltei renovado. Mas com um gosto de 'quero mais'. Seria ótimo se toda minha vida tivesse esses intermináveis momentos de alegria, sempre cercado de amigos e sem nenhuma outra preoupação pra atormentar meu espírito já inquieto.

"It's a new dawn,
 It's a new day,
 It's a new life for me
And I'm feeling good"
(Muse - Feeling Good)